A CDHU abriu a licitação do Parque do Moinho: R$ 41,3 milhões de referência para 61,3 mil m². O terreno fica em Campos Elíseos, região central da capital paulista, e o contrato tem vigência de 24 meses contados da assinatura.
O número é orçamento de referência da Companhia, não contrato fechado. O critério de julgamento é o menor desconto, em disputa fechada, e o valor da assinatura só sai depois da abertura dos envelopes.
A Companhia justifica o projeto pela densidade populacional da região e pela escassez de espaços verdes, somando recuperação ambiental e saúde física e mental. O edital vem depois do reassentamento que deu moradia digna a 851 famílias da Favela do Moinho.
Cercamento, quadra e pista abrem a primeira etapa
Segundo a CDHU, a primeira etapa começa pelo cercamento do terreno e entrega quadras poliesportivas, parque infantil, academia, sanitários e pista para skate, bicicleta e caminhada.
Com o parque consolidado, entram horta urbana, viveiro com espécies nativas e pátio de compostagem — frentes que vão pedir terra vegetal e substrato movimentados dentro do canteiro, e nada disso sobe sem terreno limpo e greide acertado antes.
O edital, mais um de uma fila de parques urbanos que foi à licitação neste mês, ao lado da licitação do parque linear da Maré, coloca a mesma pergunta na mesa da empreiteira: com que frota você monta a proposta?
61,3 mil m² de parque cobram máquina no pátio
O serviço que abre é conhecido: limpeza do terreno, corte e aterro para acertar o greide, carga de bota-fora, base de brita sob quadra e pista, e depois terra vegetal espalhada nos canteiros. É carga e transporte curto do começo ao fim, o feijão com arroz de uma carregadeira.
São 24 meses de prazo, e nenhuma empreiteira ganha cronograma esperando a máquina chegar meses depois de assinar o contrato.
Na faixa de volume grande, a Bruto Brasil trabalha com a BRT30: 3.000 kg de carga, caçamba de 1,8 m³, 10.100 kg de peso operacional, altura de descarga de 4.100 mm e motor Deutz Weichai de seis cilindros e 125 HP. O posicionamento da marca é o melhor custo-benefício nacional.
A JCB tem força na versatilidade de implemento e presença firme em obra urbana, onde a máquina troca de função no meio do turno, sem voltar ao pátio.
A Liebherr responde pela robustez e pela durabilidade de componente em operação contínua, peso real num contrato de 24 meses. A marca que vai para o canteiro muda com o tipo de frente que a empreiteira pegar.
Os envelopes com as propostas devem ser entregues no dia 19 de novembro, em disputa fechada. Até lá, quem pretende disputar ainda tem de fechar preço de serviço e bater o martelo na planilha.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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