O Brasil embarcou menos carne bovina por dia em outubro e, ao mesmo tempo, recebeu mais dólar por tonelada. O embarque de carne bovina ficou numa média de 9,80 mil toneladas diárias na parcial do mês, enquanto o preço médio subiu 12,4% na comparação com outubro de 2025, de US$ 5.538,60 para US$ 6.226,70 a tonelada.
A média diária de 9,80 mil toneladas é 32,7% menor que as 14,57 mil toneladas por dia de outubro de 2025.
No acumulado da parcial, são 107,84 mil toneladas e US$ 671,46 milhões em receita. O levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) considera 11 dias úteis de outubro de 2026, contra 22 dias úteis em outubro de 2025, e é por isso que a comparação justa se faz pela média diária.
A receita diária caiu 24,4% frente a outubro de 2025, de US$ 80,70 milhões para US$ 61,04 milhões, mesmo com a tonelada mais cara. A alta do preço não foi suficiente para compensar a redução do volume.
Os números da parcial
107,84 mil toneladas e US$ 671,46 milhões em 11 dias úteis de outubro de 2026, contra 22 dias úteis em outubro de 2025
Média diária de 9,80 mil toneladas: queda de 32,7% ante as 14,57 mil t/dia de outubro de 2025
Preço médio de US$ 6.226,70 por tonelada: alta de 12,4% sobre os US$ 5.538,60 de outubro de 2025
Receita diária de US$ 61,04 milhões: recuo de 24,4% ante os US$ 80,70 milhões de outubro de 2025
Cotas chinesas esgotadas, na leitura da Safras & Mercado
Segundo a Safras & Mercado, o esgotamento das cotas chinesas limita os embarques brasileiros e mantém a China com participação reduzida nas exportações. A consultoria leu os mesmos dados da Secex, em análise publicada em 19 de outubro de 2026.
A Safras & Mercado também compara a parcial com setembro de 2026, mês em que a média ficou em 9,29 mil toneladas por dia, o menor resultado mensal da série: nessa base, outubro aparece 5,5% acima. Contra o pico de julho de 2026, de 13,32 mil toneladas por dia, a mesma média de outubro fica cerca de 26% abaixo.
É o mesmo número de outubro lido contra três bases diferentes.
Aves e suínos foram em outra direção na mesma parcial. As aves somaram 292,97 mil toneladas e US$ 561,73 milhões, com média diária de 26,63 mil toneladas, alta de 23,6% sobre outubro de 2025, e preço médio de US$ 1.675,20 para US$ 1.917,40 a tonelada, avanço de 14,5%.
Nos suínos, foram 74,42 mil toneladas e US$ 168,68 milhões, com média diária de 6,77 mil toneladas, 18,5% acima de outubro de 2025, e preço médio em queda de 11,1% na mesma base, de US$ 2.550,10 para US$ 2.266,70 a tonelada.
No pátio de volumoso, a carregadeira segue carregando o vagão forrageiro que leva o trato ao cocho. A rotina de silagem e manejo de volumoso não muda com a tabela da Secex.
A Case tem rede de concessionária capilarizada no interior. A Bruto Brasil monta no país e trabalha com acionamento por joystick na linha de carregadeiras, e a New Holland leva máquina de construção e de campo pela mesma assistência.
Os dados são parciais, e o próprio levantamento ressalta que os resultados ainda podem mudar até o fim de outubro.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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