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Confinamentos e Pecuária

EUA batem o recorde da série e compram 44,4 mil toneladas de carne bovina in natura do Brasil em setembro

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André Camargo
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EUA batem o recorde da série e compram 44,4 mil toneladas de carne bovina in natura do Brasil em setembro

Os Estados Unidos compraram 44.435.257 kg de carne bovina in natura do Brasil em setembro de 2026, o maior volume de toda a série mensal da Secex. No mesmo mês, o Brasil embarcou menos no total: 229,3 mil toneladas, somando in natura e processada, 35,1% abaixo de setembro de 2025.

O dado está na API do ComexStat, o banco de comércio exterior da Secex, e foi noticiado pela CNN Brasil em 7 de outubro. Em dólares, o embarque in natura aos americanos rendeu US$ 263.462.133.

Um recorde apertado, de 270 mil quilos

A marca anterior era de abril de 2025, com 44.164.614 kg. Setembro de 2026 supera por pouco: 270.643 kg a mais, ou 0,61%.

A aceleração dentro do ano é que chama atenção. Contra agosto, quando saíram 31.331.967 kg, o volume de setembro subiu 41,8%, e a receita, 44,6%.

Contra setembro de 2025, quando os americanos levaram 7.852.064 kg, o volume multiplicou por 5,66 — alta de 465,9%. No acumulado de janeiro a setembro, só in natura, o destino americano soma 285,41 mil toneladas em 2026 contra 183,44 mil em 2025, avanço de 55,6%.

A explicação apontada pela reportagem da CNN Brasil é a isenção tarifária anunciada por Donald Trump.

A cota da China cheia muda o mapa do embarque

A China ficou em 12,9 mil toneladas em setembro, queda de 93,2% em volume, depois de a cota de 1,1 milhão de toneladas ser preenchida, com salvaguarda. Segundo a CNN Brasil, é esse preenchimento que está por trás da retração do total brasileiro.

O efeito já havia aparecido no recuo do embarque com a cota chinesa cheia, enquanto a arroba resistia. No escopo in natura, o Brasil fechou setembro em 195,19 mil toneladas, 38,0% menos que um ano antes, e US$ 1.226.699.367, recuo de 30,6%.

O preço por quilo separa dois mercados

O quilo exportado aos Estados Unidos saiu a US$ 5,93 em setembro, abaixo dos US$ 6,28 da média nacional do in natura. O americano paga menos por quilo, mas leva volume, e volume é o que sustenta escala de abate.

Para o pecuarista, isso aparece na porteira. Frigorífico com habilitação para os Estados Unidos tem para onde mandar volume enquanto o resto da indústria depende do mercado que encolheu.

Escala cheia é o que firma a arroba e a demanda de reposição de quem engorda boi no cocho. Vender para planta sem habilitação americana, hoje, é vender em outro mercado.

O calendário que decide os próximos embarques

Os números de outubro saem na próxima divulgação da Secex. Até lá, os dois pontos que mandam no embarque brasileiro são os mesmos de setembro: a cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas preenchida, com salvaguarda, e a isenção tarifária americana apontada pela CNN Brasil.

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Redação
André Camargo

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