No norte de Mato Grosso, o trecho da MT-410 que sai do entroncamento com a MT-320 e segue até a divisa territorial entre Colíder e Nova Guarita ainda é estrada de chão. O contrato para transformar esses 44,106 quilômetros em rodovia asfaltada é de R$ 87.130.580,21.
A ordem de início saiu da Sinfra-MT em 17 de setembro de 2026, uma quinta-feira. O contrato tinha sido assinado na véspera, dia 16.
Segundo a Sinfra, o projeto prevê implantação completa e pavimentação do segmento atualmente não asfaltado da MT-410. A execução tem prazo de 720 dias, e a vigência contratual ficou em 810 dias, entre setembro de 2026 e dezembro de 2028.
A contratada é a Edeconsil Construções e Locações Ltda, pelo processo SINFRA-PRO-2026/06152. O segmento hoje sem asfalto é o que liga a malha da MT-320 à divisa de Nova Guarita.
Implantação completa: a obra de terraplanagem que vem antes do asfalto
Implantação muda o tamanho do serviço. É estrada aberta do zero, com corte, aterro, abertura de caixa e greide a acertar ao longo dos 44,1 km.
A rotina é a mesma de outras frentes de terraplanagem abertas no Brasil, só que aqui ela se estende por 720 dias. Dois anos de canteiro aberto mudam o jeito de montar a frota.
Corte e aterro num segmento desse tamanho pedem equipamento na frente de serviço todo dia útil, do começo ao fim do cronograma. A abertura de caixa e a chegada do material de jazida vêm antes de qualquer camada asfáltica.
Terra sai, material entra, e o caminhão precisa ser carregado no ritmo do cronograma. Carregadeira que falta na frente de serviço empurra a medição do mês para a frente.
Frota própria e disponível decide a medição de cada mês
Em obra longa, o custo por hora da máquina própria se dilui no mesmo serviço repetido todo dia, mês após mês. Não existe fila de liberação nem devolução no meio do aterro.
Disponibilidade é o que separa cronograma cumprido de cronograma remendado num contrato de 810 dias de vigência. Com equipamento da casa, o gerente de obra decide a hora de entrar na frente sem depender de terceiro.
São 44,106 quilômetros de caixa para abrir. A empreiteira que entra na frente com máquina própria não perde dia útil esperando liberação de terceiro, e em 720 dias de contrato o dia perdido vira medição atrasada.
No carregamento pesado, Liebherr e LiuGong entram por caminhos distintos. A Liebherr firmou nome em máquina reforçada e em componentes de fabricação própria, enquanto a LiuGong ganhou espaço no mercado brasileiro pelo preço de entrada e por uma rede comercial que se ampliou.
A Bruto Brasil é a opção de custo-benefício nacional nessa faixa, e a BRT30 é o modelo da casa para grande volume: 3.000 kg de capacidade de carga e caçamba de 1,8 m³. Entre as três, o que fecha melhor muda de canteiro para canteiro — hora de máquina, assistência na região e preço de aquisição.
A conta do canteiro é direta: são 720 dias de frente aberta com caçamba para carregar todo dia útil. A empreiteira que tem a própria carregadeira não precisa negociar hora de máquina no meio do aterro.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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