R$ 450 milhões. É o que o Governo do Estado do Paraná vai colocar na duplicação do Contorno Sul de Maringá, um trecho de 11 quilômetros da PR-317 que será refeito em pavimento de concreto.
A ordem de serviço foi assinada na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, pela Prefeitura de Maringá, e a escolha do concreto muda quem fornece essa obra. O recurso da intervenção é do governo estadual.
O projeto prevê 17 viadutos, uma ponte, passarelas e vias marginais. A duplicação alcança toda a extensão da via.
Do outro lado da assinatura está o Consórcio Novo Contorno Sul de Maringá, formado pelas construtoras Tripoloni e HDO Engenharia e Consultoria. As duas venceram juntas o processo licitatório.
O pavimento de concreto tira a obra da usina de massa asfáltica
Pista de concreto não passa por usina de asfalto. Ela nasce em central dosadora, com cimento, brita, areia e água dosados e misturados ali mesmo.
Muda o insumo e muda o fornecedor. Onde a obra de CBUQ pediria ligante e agregado quente, a obra de pavimento rígido pede silo de cimento cheio e brita graduada na correia, dia depois de dia.
E o ritmo é outro. Concreto tem hora de sair e hora de chegar: o ciclo da betoneira é curto, e o caminhão que deixa a central trabalha com janela contada até descarregar na pista.
Isso amarra a distância entre central e frente de serviço. Em obra urbana, o trânsito entre a central e a pista pesa tanto quanto o tempo de pega do concreto.
17 viadutos e uma ponte enchem o canteiro de estrutura
Duplicar 11 quilômetros já é serviço de terraplenagem, drenagem e acerto de greide. Com 17 viadutos, uma ponte, passarelas e marginais no mesmo pacote, o canteiro fica com cara de obra de arte especial, o nome que a engenharia dá a ponte e viaduto.
Fundação de viaduto quer escavadeira e equipamento de estaca. A montagem das vigas quer guindaste no lugar certo e na hora certa, porque içamento parado trava a frente inteira.
Ao lado disso corre a rotina da central: carregadeira alimentando a caixa de agregado, caminhão betoneira no vaivém até a pista. São duas operações no mesmo canteiro, cada uma no seu compasso.
A fila de obra rodoviária cobra planejamento de quem fornece
Maringá não está sozinha. Na mesma agenda do setor está o edital da ANTT para a Rota Agro Central, com leilão marcado para 17 de dezembro, outro pacote que vai cobrar canteiro montado e agregado por perto.
Para a pedreira da região, obra em concreto quer dizer demanda contínua de brita nas faixas que a central pede. Para o areal, a mesma coisa com areia.
E para a central dosadora quer dizer volume espalhado no tempo, não pico de dois meses. Concreto de pista se produz ao longo de toda a obra, acompanhando a liberação de cada faixa.
O cronograma já está na mesa. O consórcio tem 150 dias para entregar os projetos básico e executivo e outros 930 dias para executar a obra.
Para quem fornece brita, areia, cimento ou equipamento, a divisão importa. A compra pesada só começa depois da fase de projeto.
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