A primeira fase da obra no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, começou em 26 de outubro com demolição manual. São 61 unidades habitacionais em 5,3 mil metros quadrados.
A operação é de R$ 5,4 milhões em investimento estadual e vem de um acordo entre a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
O canteiro nasceu de um acidente. A explosão ocorreu em 11 de maio, durante uma obra da Sabesp na Rua Piraúba, e matou duas pessoas.
Segundo a companhia, uma tubulação de gás da Comgás foi atingida durante o serviço.
Da explosão ao início da desconstrução foram 168 dias.
Por que a desconstrução é feita à mão
Segundo o governo estadual, a desconstrução será feita manualmente para reduzir os impactos na região.
Conforme o ABC do ABC, o método artesanal reduz o impacto no entorno urbano e permite a estabilização segura do solo.
Em comunidade, a geometria manda: imóvel colado em imóvel, viela estreita, parede que serve a duas casas.
Derrubar no impulso mexe com o que precisa ficar em pé.
A Sabesp responde pela contratação e pelo pagamento dos serviços, e a CDHU faz o gerenciamento e a fiscalização técnica dos trabalhos. Quem paga está de um lado da mesa; quem fiscaliza, do outro.
As moradias que serão retiradas pertenciam a famílias já encaminhadas para atendimento habitacional pela Sabesp, informou o SBT News.
O que o escopo diz sobre a retirada de entulho
As obras vão incluir a retirada de entulho e melhorias habitacionais, conforme o SBT News.
O volume não foi divulgado. O destino do material também não.
São 5,3 mil metros quadrados de alvenaria que vão descer, e o escopo não detalha em que momento essa frente entra no cronograma.
Os R$ 5,4 milhões também não são só das 61 unidades. O projeto contempla a desconstrução, a reconstrução e a reforma de unidades atingidas, e o governo não abriu quanto cabe a cada etapa.
Por isso não dá para dividir o valor por 61 e chegar a um preço por imóvel.
A previsão é que essa fase seja concluída em janeiro de 2027.
Nem todo canteiro aceita esse desenho. Num prédio de 12 andares no Recife, a saída foi trocar o martelete pela escavadeira no desmonte mecanizado.
No terreno do Jaguaré, a etapa seguinte é a construção de um novo espaço público, com praças e áreas verdes. O projeto ainda está em fase de estudos urbanísticos e geotécnicos.
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