O boi gordo na B3 fechou acima de R$ 400 a arroba em três vencimentos no pregão de 27 de outubro, enquanto o indicador do físico em São Paulo ficou em R$ 386,30.
O contrato de dezembro de 2026 marcou R$ 402,00 por arroba, alta de 1,34% sobre o fechamento anterior. Novembro saiu a R$ 401,55, com alta de 1,16%, e janeiro de 2027 a R$ 400,55, alta de 0,93%.
O vencimento de outubro, o mais curto da fila, ficou em R$ 385,05 por arroba.
No mercado físico, que é o preço que o pecuarista recebe de fato, o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq-USP na praça de São Paulo fechou o dia 27 de outubro a R$ 386,30 por arroba, alta de 1,28% sobre os R$ 381,40 de 26 de outubro e de 6,04% no mês, tomando como base o fechamento de 30 de setembro.
Pela nota do Cepea, o valor é à vista, por arroba de 15 kg, sem Funrural. O Cepea levanta esse preço só na praça de São Paulo, e só de boi gordo macho.
Escala de abate em 8 dias puxou a arroba
O Cepea liga a valorização à oferta mais restrita de animais prontos para abate e às escalas de abate mais curtas da indústria frigorífica. Na avaliação da Terra Mesa Agro, citada pela CNN Brasil, a alta reflete a expectativa de oferta limitada de bovinos terminados até o fim do ano.
No Cepea, a escala média de abate de outubro de 2026 estava em 8 dias, contra 10 dias em outubro de 2025.
A segunda casa que acompanha o físico aponta na mesma direção: o Indicador DATAGRO B3, também levantado na praça de São Paulo, fechou o dia 22 de outubro a R$ 381,06 por arroba, subindo 4,3% no mês e 22,7% em doze meses, pelo levantamento da casa.
A diferença entre o papel de dezembro e o físico de São Paulo é de R$ 15,70 por arroba, a subtração simples entre R$ 402,00 e R$ 386,30. Papel é expectativa de preço, não dinheiro no bolso de quem entrega boi.
A curva desenhada no pregão de 27 de outubro tem o topo em dezembro: R$ 401,55 em novembro, R$ 402,00 em dezembro e R$ 400,55 em janeiro de 2027, ou seja, R$ 1,45 por arroba a menos na virada do ano, o que joga a conversa de preço da boiada de fim de ano para antes de janeiro, e não depois.
Antes do pregão de 27 de outubro, o indicador do físico em São Paulo já tinha passado pelos R$ 369,90, patamar deste levantamento da arroba do boi gordo. De lá pra cá, o físico subiu R$ 16,40 por arroba.
No cocho do confinamento, quem faz o trato é a carregadeira
Arroba nesse nível muda a conta do confinamento, e o trato do cocho é serviço de todo dia. A BRT25 da Bruto Brasil carrega 2.500 kg numa caçamba de 1,5 m³ e é a mais procurada no agro, usada na silagem e no cocho.
A New Holland Construction e a LiuGong também têm carregadeira nessa faixa de porte no Brasil, com atendimento próprio no país. A Bruto Brasil entra pelo custo-benefício em máquina de porte médio.
Qual delas fecha melhor muda com o tipo de serviço que a máquina vai fazer todo dia na fazenda.
O próximo teste é o vencimento de novembro, fechado a R$ 401,55 por arroba em 27 de outubro. É o contrato que vence junto com a boiada que sai do cocho no fim do ano.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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