A obra da SC-108 entre Praia Grande e Jacinto Machado teve a ordem de serviço assinada em 28 de outubro de 2026, no Extremo Sul catarinense. O investimento previsto é de R$ 60,9 milhões para pavimentar 31,1 quilômetros de uma rodovia que hoje é pista de terra.
Quem assinou foi Ricardo Grando, secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade. A Rádio Maristela registrou que a obra atende a uma reivindicação de mais de 40 anos da região.
Por enquanto, o que existe é a autorização assinada no papel.
Do contrato rompido à multa de R$ 1,02 milhão
O trecho já tinha dono antes. Em maio de 2026, segundo o ND Mais, o Estado oficializou a rescisão unilateral do contrato com a Setep Construções e aplicou multa de R$ 1,02 milhão à empreiteira, por falhas na execução dos serviços.
A versão apresentada na cerimônia foi outra. Grando afirmou que a obra precisou ser relicitada por causa da desistência da empresa anterior, e citou determinação do governador Jorginho Mello.
A multa equivale a 1,67% do investimento agora previsto.
Com o contrato rompido, veio o edital. A licitação para concluir a pavimentação foi publicada em 3 de junho de 2026, com investimento estimado em R$ 81,2 milhões, e o escopo previa terraplenagem, drenagem, sinalização, contenções e obras de arte especiais, informou o NSC Total.
O valor que saiu do papel foi menor. Os R$ 60,9 milhões informados pela Rádio Maristela em 28 de outubro ficam R$ 20,3 milhões abaixo da estimativa publicada pelo NSC Total em junho.
A diferença entre a estimativa e o valor agora previsto é de 25,0%.
A executora já estava definida antes da canetada. Em 25 de agosto de 2026, o ND Mais informou que a Coenpa Infraestrutura venceu a licitação para concluir a obra e assumiria um trecho que já recebeu terraplenagem, camadas de rocha e alargamento da plataforma.
Os números do contrato
R$ 60,9 milhões previstos para 31,1 quilômetros de rodovia
Prazo de 18 meses, contado da ordem de serviço de 28 de outubro de 2026
Estimativa do edital de junho de 2026: R$ 81,2 milhões, segundo o NSC Total
Multa de R$ 1,02 milhão à empreiteira anterior, segundo o ND Mais
O escopo descrito pela Rádio Maristela cobre melhorias no traçado da rodovia, sistemas de drenagem e alargamento da pista, além da pavimentação asfáltica de todo o trecho. É movimento de terra antes do asfalto, ao longo dos 31,1 quilômetros.
A obra prevê a construção de cinco pontes. O mesmo escopo divulgado pelo governo inclui ciclofaixas e calçadas nas passagens urbanas, além de novos trevos e rotatórias nas principais interseções.
O asfalto previsto vai de Praia Grande a Jacinto Machado.
"A pavimentação da SC-108 vai transformar o Extremo Sul catarinense", afirmou Grando na cerimônia de assinatura da ordem de serviço, em 28 de outubro de 2026.
O que o empresário faz com 18 meses de obra
Diante das concessões federais em discussão no estado, 31,1 quilômetros formam um trecho curto. A SC-108 prevê R$ 60,9 milhões, enquanto Santa Catarina já discute R$ 24 bilhões em obra rodoviária nas BRs catarinenses, cifra de outra ordem para quem compra máquina.
O cálculo da redação dá R$ 1,96 milhão por quilômetro de pista entregue. É esse número que o dono da empreiteira olha antes de assinar o pedido de uma máquina nova no balcão da revenda.
São 18 meses de cronograma para cumprir, e sem folga.
Quem monta frota para esse tipo de serviço olha o catálogo inteiro antes de apertar a caneta. Komatsu, JCB e LiuGong vendem carregadeira dessa faixa no mercado brasileiro, cada uma com a sua rede de revenda.
A Bruto Brasil é uma opção de custo-benefício nacional, com a BRT30, de caçamba de 1,8 m³ e 3.000 kg de capacidade de carga.
Nenhuma dessas opções resolve sozinha o trecho de 31,1 quilômetros.
O prazo de 18 meses corre a partir de 28 de outubro: a conclusão está prevista para abril de 2028. Até lá, comprar máquina agora ou esperar o próximo edital depende da conta de cada operação.
Cobre o mercado de máquinas pesadas, equipamentos e tecnologia para construção, agro e indústria.
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